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LIÇÕES DE COPTA SAHÍDICO

Apresentação

Língua e Escrita Copta (séc. IV – XII d.C.)
Alguns textos demóticos, principalmente os voltados para a magia e misticismo, escritos durante o período helenístico e greco-romano tendiam a incluir transcrições do original em caracteres gregos para orientar a pronúncia das palavras. Essa tendência gradativamente desenvolveu um sistema novo de escrita, misturando caracteres demóticos e gregos, denominado actualmente “copta antigo”.

O copta é o último estágio da língua egípcia nativa e foi utilizado a partir do início da era cristã, até por volta do século XII d.C., quando foi então definitivamente substituído pela língua árabe como língua vernacular e literária. Actualmente o copta ainda é usado como língua litúrgica da Igreja Ortodoxa Copta. Seu nome deriva do colectivo árabe qubit (adj. nisba qubiti). Esse termo por sua vez deriva do grego “aigyptios”, designado para identificar os habitantes nativos do Egipto (em oposição a romanos, gregos, judeus, etc.).

Havia cinco dialectos coptas: sahídico e akhmímico no Alto Egipto, bohárico e fayúnico (e sua ramificação “oxyrhinchita”) no Baixo Egipto. O sahídico possuiu uma hegemonia literária inconteste sobre os demais dialectos até a dominação árabe. A partir de então o bohárico ascendeu como principal dialecto do território.

A gramática copta é essencialmente a mesma do chamado “egípcio tardio”, embora possua algumas modificações. Dentre as suas principais inovações consta uma marcante influência da língua grega. Algumas palavras e elementos gramaticais existentes no copta são adaptações do grego. De facto, há um extenso vocabulário grego presente na língua copta, apesar de todas as palavras gregas permanecerem invariavelmente no nominativo. O copta também adaptou o aoristo grego dando-lhe um sentido particular.